A vida é doce!

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27 de mar. de 2011

Jurerê Internacional Títulos honrosos não faltam para esta praia, tão jovem quanto famosa, plantada ao norte da ilha de Santa Catarina : o jornal Corriere della Sera, de Milão , Itália , elegeu a praia de Jurerê Internacional como uma das 20 mais belas praias do mundo, no ano de 2010; o "The New York Times" a considerou “the place to be” , em janeiro de 2009; obteve a Certificação Bandeira Azul, em dezembro de 2009, revalidada para temporada de verão 2010-2011, e por aí vai... Porém, tudo indica que Jurerê ficou bem mais conhecida recentemente por ter lançado uma moda, bem inesperada para um lugar onde a areia, o calor e água salgada imperam: a venda, em taças, de espumantes, de todos os tipos incluindo o champagne, em carrinhos que circulam na areia, exatamente como são vendidos os sorvetes, refrigerantes , água, óculos, e tantos outros etcs, que se pode comprar em uma praia. Logo, já sabemos, a novidade se espalhou por outras praias do litoral brasileiro e neste verão que passou, a mania de tomar champagne com os pés na areia ficou bem mais comum. Até perdeu os ares de inovação. Mas, quem provou sabe como é gostoso tomar um “geladinho “ do tipo borbulhante, olhando o mar de perto. É um charme a mais, sem dúvida! A taçinha é de plástico, descartável, mas e daí , quem se importa? Na primeira frase escrevi, de propósito , que a praia de Jurerê Internacional foi “plantada” ao norte da Ilha. Na verdade, ela foi assim meio “inventada”, bem ao lado e na mesma faixa litorânea que não chega a 4km de extensão, de uma pequena cidade a beira-mar já existente há bastante tempo, e que tinha o nome de Jurerê. Para diferenciar então, esta cidade mais antiga passou a ser chamada de Jurerê Tradicional,mas ficam ambas no mesmo município . As diferenças estão de fato no marketing forte realizado ao redor da nova Jurerê Internacional, desde a sua criação, no qual se combinou habilmente preços bem mais altos cobrados pelos novos apartamentos e terrenos, e o encantado cuidado com o meio ambiente, quando isto ainda era um luxo, há alguns anos, e que somado a um paisagismo esmerado e não invasivo, teve um bom resultado em termos económicos e financeiros para seus idealizadores/criadores. Como se vê, isto tudo combinado com uma natureza bem aquinhoada, redundou em um lugar altamente desejável, de modo que ,já há alguns anos, ela é a praia eleita por alguns sulistas endinheirados, alguns outros de São Paulo também, certos europeus e, até, muitos vindos do Uruguai e da Argentina, ainda que, estes últimos ,em menor número hoje em dia. Acompanhei um pouco isto tudo , mais de perto, porque em nossa família teve quem comprasse um dos primeiros apartamentos construídos no famoso calçadão de Jurerê Internacional. Talvez não, ou melhor, com certeza, não se imaginava o que iria acontecer alí , em termos de valorização imobiliária nos seus preciosos metros quadrados, ainda mais em tão pouco tempo. De fato, o que ocorreu no inicio , e até hoje persiste , é que um grupo construtor forte, originário do Rio Grande do Sul, adquiriu muitos (ou seriam todos? ) dos terrenos disponíveis , ao lado da Jurerê original e criou esta parte “Internacional” , formando na época, um novo bairro . Se forem até lá, coisa que vale a pena, poderão ver com facilidade que uma praia é a continuação da outra, nada mais do que isto . Porém o porte elegante e grandioso da maioria da casas construídas nesta parte nova, e, sobretudo, a preocupação com o meio ambiente que de fato persistiu nestes anos todos , e mais recentemente,” o champangne rolando na praia”, é claro , terminou por segregar bastante as "duas Jurerês" .Todavia , bem mais recente, é nítido perceber-se que há uma uniformidade crescente entre as duas praias de mesmo nome, com a contrução de imóveis mais caros e outras melhorias de infra-estrutura, gerando um aumento significativo nos valores,na Jurerê Tradicional. Além de tudo, é óbvio, elas tem a mesma água de boa temperatura , o que é uma benção rara nas praias de nossa região Sul, são calmas em ondas, possuem a mesma areia branca. Estão, também, ambas, muito bem cuidadas e conservadas, pelo menos até agora. O sol, é claro , brilha nas duas , e é forte o suficiente no verão todo, até agora nos meados de março, para nos conceder um bom bronzeado.Chove? Ah, chove sim, mas é só esperar um pouco que a estação traz o sol de volta logo,logo. A pele, com a concordância dos demartologistas, até agradeçe as variações! Mas, é preciso dizer: a diferença entre as duas "filhas gemeas" do mar , ainda existe sim! E está aonde? Nos preços... dos variados itens vendidos pelos ambulantes! Os sorvetes vendidos na praia de Jurerê Internacional ,bem como as cervejas, o “pão com lingüiça” (uma delícia!) e os espumantes, é claro, divergem para cima, dos praticados na Jurerê Tradicional, bem ao lado! Os itens dos supermercados podem também ser mais "salgados" na praia que tem sobrenome de nascimento. Mas nada demais. Nada que ultrapasse o bom senso. Tem muito a ver com a tal da sazonalidade, a qual é inevitável nesses balneários , onde a população dobra, ou triplica, nos verões. Todavia,aviso que ninguém vai quebrar o bolso, podem ir , pois nas duas praias pode-se comer e beber sem maiores sustos. Em caso de apertos, Florianópolis está logo ali, para maiores opções. Quando eu puder vou outra vez,sem dúvida!

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