A vida é doce!

A vida é doce!
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23 de jun. de 2011

Eu só quero chocolate!

"Chocolate, Chocolate, Chocolate,
Eu só quero chocolate
Só quero chocolate
Não adianta vir com guaraná
Prá mim é chocolate
O que eu quero beber…
Não quero chá
Não quero café..."
(extrato de uma música,cuja autoria é de Tim Maia, não é nova, mas está muito atual)

Depois do vinho, do café, dos azeites, é a vez do chocolate entrar na moda! Enfim, os brasileiros estão descobrindo o "chocolate gourmet", assim chamados os de primeira linha, tanto na qualidade da fruta cacau como de sua mistura adequada entre a sua castanha e a polpa.
Descobri, recentemente, que gostar de chocolate é uma conquista, entre saber apreciar os sabores, conhecer os tipos principais, enfim é uma questão de conhecimento, como tudo em nossa vida. Não só por isto, mas também pela beleza dos lugares que abrigam os melhores chocolates do mundo, acho que vou inventar o Turismo de Chocolate! Esperteza minha, é claro, uma vez que a briga pelo primeiro lugar em qualidade é grande, entre os belos países europeus: Bélgica, França e Suiça, além de outros lugares, menos conhecidos, mas tão importantes como.
Tenho feito algumas "excursões", em busca desta iguaria ,tão antiga quanto atual! Digamos que são viagens "gostosas", no exato sentido da palavra!
Como já faz algum tempo que a palavra turismo deixou de significar "apenas" viagem+passeio+conhecimento+alegria+prazer... e muitos outros elementos de importancia vital, acabo de resolver que a famosa pasta extraída do cacau merece também o status de segmento turistico, tal como existe hoje em dia o turismo focado na religião, gastronomia, saúde, nos negócios e até em cemitérios. Sobre este último ,inclusive, estive me atrevendo a escrever algumas opiniões a respeito.
(Se tiverem paciencia,deem uma olhadanolink:http://turismocontemporaneo.blogspot.com/2008/10/turismo-cemiterial-o-tema-escolhido.html )
Portanto, agora me dedicarei ao "Turismo de Chocolate" ,uma vez que é a hora de assuntos mais doces, e, prometo trazer brevemente,muitas novidades que aprendi, quem sabe até invento algum "pacote" de Turismo de chocolate" !
Estou brincando , mas é bem possível que isto já esteja rolando por aí em alguma agencia de turismo...e eu aqui, me dizendo a precursora da novidade!
Porém, mais a sério, agora estou pesquisando bastante para oferecer os números mais atualizados possíveis da produção mundial de cacau, e também do chocolate , porque sempre é bom sabermos, um pouco mais que seja, dos bastidores destes produtos que fazem enorme sucesso,uma vez que sempre se encontra motivos de sobra para justificar os bons desempenhos de algum produto no gosto popular. Nada é por acaso nos negócios, e os empreendimentos de sucesso sempre envolvem produtos excelentes! Penso que degustar um bom chocolate chega perto de um vício , constato agora que os "chocolátras" tem toda razão. Tomara, pois nosso mundo seria melhor, se todos os vicios fossem tão agradáveis ao paladar como este , não?

27 de mar. de 2011

Jurerê Internacional Títulos honrosos não faltam para esta praia, tão jovem quanto famosa, plantada ao norte da ilha de Santa Catarina : o jornal Corriere della Sera, de Milão , Itália , elegeu a praia de Jurerê Internacional como uma das 20 mais belas praias do mundo, no ano de 2010; o "The New York Times" a considerou “the place to be” , em janeiro de 2009; obteve a Certificação Bandeira Azul, em dezembro de 2009, revalidada para temporada de verão 2010-2011, e por aí vai... Porém, tudo indica que Jurerê ficou bem mais conhecida recentemente por ter lançado uma moda, bem inesperada para um lugar onde a areia, o calor e água salgada imperam: a venda, em taças, de espumantes, de todos os tipos incluindo o champagne, em carrinhos que circulam na areia, exatamente como são vendidos os sorvetes, refrigerantes , água, óculos, e tantos outros etcs, que se pode comprar em uma praia. Logo, já sabemos, a novidade se espalhou por outras praias do litoral brasileiro e neste verão que passou, a mania de tomar champagne com os pés na areia ficou bem mais comum. Até perdeu os ares de inovação. Mas, quem provou sabe como é gostoso tomar um “geladinho “ do tipo borbulhante, olhando o mar de perto. É um charme a mais, sem dúvida! A taçinha é de plástico, descartável, mas e daí , quem se importa? Na primeira frase escrevi, de propósito , que a praia de Jurerê Internacional foi “plantada” ao norte da Ilha. Na verdade, ela foi assim meio “inventada”, bem ao lado e na mesma faixa litorânea que não chega a 4km de extensão, de uma pequena cidade a beira-mar já existente há bastante tempo, e que tinha o nome de Jurerê. Para diferenciar então, esta cidade mais antiga passou a ser chamada de Jurerê Tradicional,mas ficam ambas no mesmo município . As diferenças estão de fato no marketing forte realizado ao redor da nova Jurerê Internacional, desde a sua criação, no qual se combinou habilmente preços bem mais altos cobrados pelos novos apartamentos e terrenos, e o encantado cuidado com o meio ambiente, quando isto ainda era um luxo, há alguns anos, e que somado a um paisagismo esmerado e não invasivo, teve um bom resultado em termos económicos e financeiros para seus idealizadores/criadores. Como se vê, isto tudo combinado com uma natureza bem aquinhoada, redundou em um lugar altamente desejável, de modo que ,já há alguns anos, ela é a praia eleita por alguns sulistas endinheirados, alguns outros de São Paulo também, certos europeus e, até, muitos vindos do Uruguai e da Argentina, ainda que, estes últimos ,em menor número hoje em dia. Acompanhei um pouco isto tudo , mais de perto, porque em nossa família teve quem comprasse um dos primeiros apartamentos construídos no famoso calçadão de Jurerê Internacional. Talvez não, ou melhor, com certeza, não se imaginava o que iria acontecer alí , em termos de valorização imobiliária nos seus preciosos metros quadrados, ainda mais em tão pouco tempo. De fato, o que ocorreu no inicio , e até hoje persiste , é que um grupo construtor forte, originário do Rio Grande do Sul, adquiriu muitos (ou seriam todos? ) dos terrenos disponíveis , ao lado da Jurerê original e criou esta parte “Internacional” , formando na época, um novo bairro . Se forem até lá, coisa que vale a pena, poderão ver com facilidade que uma praia é a continuação da outra, nada mais do que isto . Porém o porte elegante e grandioso da maioria da casas construídas nesta parte nova, e, sobretudo, a preocupação com o meio ambiente que de fato persistiu nestes anos todos , e mais recentemente,” o champangne rolando na praia”, é claro , terminou por segregar bastante as "duas Jurerês" .Todavia , bem mais recente, é nítido perceber-se que há uma uniformidade crescente entre as duas praias de mesmo nome, com a contrução de imóveis mais caros e outras melhorias de infra-estrutura, gerando um aumento significativo nos valores,na Jurerê Tradicional. Além de tudo, é óbvio, elas tem a mesma água de boa temperatura , o que é uma benção rara nas praias de nossa região Sul, são calmas em ondas, possuem a mesma areia branca. Estão, também, ambas, muito bem cuidadas e conservadas, pelo menos até agora. O sol, é claro , brilha nas duas , e é forte o suficiente no verão todo, até agora nos meados de março, para nos conceder um bom bronzeado.Chove? Ah, chove sim, mas é só esperar um pouco que a estação traz o sol de volta logo,logo. A pele, com a concordância dos demartologistas, até agradeçe as variações! Mas, é preciso dizer: a diferença entre as duas "filhas gemeas" do mar , ainda existe sim! E está aonde? Nos preços... dos variados itens vendidos pelos ambulantes! Os sorvetes vendidos na praia de Jurerê Internacional ,bem como as cervejas, o “pão com lingüiça” (uma delícia!) e os espumantes, é claro, divergem para cima, dos praticados na Jurerê Tradicional, bem ao lado! Os itens dos supermercados podem também ser mais "salgados" na praia que tem sobrenome de nascimento. Mas nada demais. Nada que ultrapasse o bom senso. Tem muito a ver com a tal da sazonalidade, a qual é inevitável nesses balneários , onde a população dobra, ou triplica, nos verões. Todavia,aviso que ninguém vai quebrar o bolso, podem ir , pois nas duas praias pode-se comer e beber sem maiores sustos. Em caso de apertos, Florianópolis está logo ali, para maiores opções. Quando eu puder vou outra vez,sem dúvida!

3 de ago. de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo!!!


Estava no Rio de Janeiro alguns dias, e para ser “turisticamente radical”fiquei logo em Copacabana , bem em frente ao mar, ou seja : Av. Atlântica, posto seis, no miolo.Coisa mais linda ! Olhar pela janela do hotel, 25º andar é um verdadeiro colírio para os olhos. Tenho esta foto lá de cima, mostrando as curvas da “Princesinha do Mar“.

Andar no calçadão de Copacabana é um clássico turístico também , muito gostoso o programa, parece bobo, mas bobos mesmo se mostram os estrangeiros, que ficam de boca aberta, com as belezas do Rio de Janeiro. Tem que saber se cuidar, eles nem sempre sabem, os motivos são os óbvios, mas é muito bom ainda, participar daquele vai e vem , de calçada lotada, todos os tipos de gente e de idades aparecem por ali. O comércio, que era uma delícia até há alguns anos, é fraco hoje em dia e não lembra nem de longe o que já foi um dia,as melhores lojas ,inclusive as de grife estavam por ali ,mais concentradas na Av. Nossa Senhora de Copacabana, mas parece que os Shoppings deram um “jeito” nelas, ou seriam os furtos a que todos estão expostos, principalmente os turistas? Só que isto, justiça seja feita, não é só no Rio de Janeiro, é coisa do mundo todo, principalmente em metrópoles do tipo da famosa cidade carioca. Reinam mesmo , em Copacabana, os restaurantes, os bares, os botecos, especializados em ..... nada, a não ser boas cervejas e petiscos, discutíveis no gosto , mas visam os mesmos: os turistas, cheios de dólares ,ou euros, melhor ainda!

Copacabana, para quem não sabe , é um bairro bem antigo do Rio, por incrível que pareça foi criado em 1892 oficialmente , segundo alguns até antes o povoado de pescadores e de difícil acesso já existia com este nome. Todavia, a “nossa Copacabana “ não é a primeira, nem a única. Consta na maioria dos livros de História, que este nome se deve a uma cidade mais antiga ainda, localizada na península de Copacabana, ao Sul do lago Titicaca, entre os países do Peru e da Bolívia . De lá, lenda ou não , veio uma imagem da Virgem Maria, supostamente milagrosa, para o Rio de Janeiro, motivo pelo qual foi construída uma capela, no local onde hoje é o Posto Seis, e foi dedicada a Nossa Senhora de Copacabana, copiado portanto, o nome que se deu ao famoso bairro. A primeira versão da Av.Atlantica começou a ser construída por volta de 1906, e a partir de 1919 foi reformada, ganhando pista dupla e iluminação mais “moderna”. Outro marco do bairro ,o Hotel Copacabana Palace, foi inaugurado em setembro de 1923. Tem muito glamour até hoje, sem dúvida. Só se consegue passar na sua frente, e , todas as vezes virar o rosto para admira-lo. Embora eu tenha ficado pensativa: será que é por isto que muitas pessoas que moram ali, ou por lá caminham, também tem bastante idade? Seria Copacabana a nossa Miami, nos Estados Unidos? Lá , o clima é ameno o ano inteiro e a praia, ao que parece, atrai muita gente para passar a velhice. Mas, isto não importa muito,bom mesmo seria poder comprar um "cantinho" alí, para logo mais então, pois tem muito charme ainda o bairro mais famoso do Brasil , tão freqüentado e cantado por Vinicius de Moraes , Tom Jobim e tantos outros artistas de expressão nacional. Algo me diz que Copacabana vai despontar no ranking turístico outra vez, não só pelos eventos já esperados , Copa e Olimpíadas, mas porque é um ciclo que se encerra hoje por ali, me pareceu isto pelo menos , e deve começar outro, de mais prosperidades, de novidades. Não é a toa não! O Cosmos sempre protege as belezas do mundo. Para manter a alegria da humanidade, eu penso!

25 de mai. de 2010

De Paris, com céu de brigadeiro!





Ou a minha primeira Primavera em Paris!
Não me arrependi, a cidade está linda, como se estivesse vestida para brilhar, sol todos os dias, colorida nos canteiros e um céu azul incrível, sem nuvens de fazer chuva, muito comuns no outono/inverno, coisa que já presenciei muitas vezes.
Pela sexta vez em Paris, posso dizer: já senti bastante o tempo molhado daqui. Mas não posso, e não quero lamentar pelas outras visitas, porque não teria base alguma, uma vez que nem o clima ruim me impediu de curtir muito esta fantástica cidade. Minha filha tinha cinco anos quando veio a Paris pela primeira vez, descemos do metrô no Trocadero, e a vista da torre Eiffel dali é de tirar o fôlego. Então, mesmo com a pouca idade ela chorou de emoção. Foi incrível!
Ninguém sabe explicar exatamente como isto ocorre, porque de belas cidades e construções lendárias a Europa está cheia, além de o mundo todo estar também repleto de fantásticas paisagens, mas a verdade é que Paris é a eleita por todos, é a queridinha dos turistas!
Talvez, uma das explicações: Paris é especial, singular, as pessoas gostam disto, então ela corre sozinha me parece, no ranking do charme, do carisma, estas são as palavras mais adequadas que me vem a cabeça agora, como se diz a respeito de certas pessoas que nos impressionam muito. O antigo e o novo se misturam muito bem, vejo isto em cada setor da cidade que escolho. Ando muito, a pé, sempre passa de três, quatro horas, ou mais até, mas não canso nunca. Desde a minha primeira vez, conheci Paris a pé, sem força de expressão, toda ela by foot, como diriam os norte-americanos. Mas, também devo lembrar-lhes que esta é uma pequena metrópole : aproximadamente 105 km² .
É bem verdade que são conservadores os franceses, como todos os europeus de resto. Estão servindo os mesmos croissants, os mesmos baguetes de antes, desde que vim há mais de vinte anos. Não mexeram no layout de nem uma ruela, das que eu já conhecia, na parte que se pode chamar de miolo do que já é patrimônio histórico e cultural da humanidade. Embora não deixem a modernização de lado, achei a cidade mais organizada, ou mais civilizada tenho a impressão, pelo trânsito razoavelmente calmo, se comparado pelo menos com as nossas metrópoles brasileiras. Bons equipamentos para segurança também desfrutam os franceses, por todos os lados se vê isto, e há nas lojas tudo que existe de melhor no mundo em avançada tecnologia para comprar.
Explica-se também o interesse das pessoas, eu acho, por um ponto bem especial daqui: os cuidados gastronômicos são eternos, para fazer jus a sua fama de sempre, como berço da gastronomia mundial. Comer bem é um prazer dos humanos e a França quer continuar assim, é fácil constatar. Por aqui, em qualquer esquina, dá para dizer que a comida tem o capricho de quem escolhe muito e come pouco, em termos de quantidade. Gostam é da variedade, do ritual de comer um simples pãozinho, um café, acompanhado dos amanteigados franceses inigualáveis, e, também dos famosos macarrons, para nós são uma certa novidade, mas já vieram do tempo do império. A maioria dos franceses tende a ser magro, apesar de terem suas boulangeries , ou padarias, mais de uma até, em cada rua ou quarteirão, cheirosas, a ponto de seu nariz avisar : "resista se for capaz"!
Interessante..., é uma dieta baseada em pão, queijos, patês e embutidos em geral, muito vinho, porque todos sabem, é mais barato que água, além de muito chocolate nos doces ... mas, isto tudo não engorda? É ver para crer! Só por isto já seria o caso todas as mulheres mudarem para cá, não? Mas também tem a Moda em Paris, os perfumes , os museus ... e por aí vai...
De qualquer forma, o charme e o bom gosto, mesmo em grande quantidade e qualidade, não resistem as crises. Só em 2008, Paris sofreu queda de 2,6% no número de turistas que a visitaram. Claro que a Europa toda caiu neste quesito e, em 2009, os recentes números da World Tourism Organization –UNWTO, braço da ONU, responsável pelos dados mais confiáveis em turismo do mundo, revelaram coisa pior: o turismo internacional caiu como um todo, com exceção apenas da África, sendo que no continente europeu a queda foi de 6%. Ficou assim o panorama do ano de 2009:
· Europa terminou 2009 com queda de 6% , depois de um 1ºsemestre bem complicado (- 10% !) As causas são sabidas:crise econômica forte mais os problemas da nova gripe A(H1N1) · Ásia e Pacífico declinaram cerca de 2%, sendo que no primeiro semestre o número era de menos 7% , com melhorias no segundo semestre (+3%) devido a recuperação econômica já em curso .
. Nas Américas a queda foi de - 5%, aparentemente causada por conseqüências também da forte crise européia.
. Oriente Medio , (- 6%), mas teve uma segunda metade de 2009 positiva.
. África , única exceção, aparece com +5%.

(Fonte: http://www.unwto.org/media/news/en/press_det.php?id=5361)

Todavia, atento ficou o governo Francês para não perder um terreno duramente conquistado. Desenvolveu políticas para os turistas terem muitas atrações e as recém-inauguradas são em quantidade significativa.
Recentemente, Paris vinha perdendo seu trono de cidade mais visitada do mundo para a não menos carismática Londres, título que ostentava há décadas. Aparentemente, e isto foi objeto de estudo, porque os jovens preferem a badalação noturna de lá, além da parte cultural londrina bem forte, na qual os britânicos se consideram imbatíveis. Então, foi preciso inventar e reinventar, melhorar por aqui aquilo que os jovens mais buscam: novidades. Hoje Paris está repleta de atrações diurnas, e muitas noturnas também , visando os gostos e gastos da moçada , e a cidade está bem mais animada: muitos bares com música ao vivo de todos os tipos e para todas as tribos, além de alguns famosos clubes, para dançar pela madrugada avante, quem quiser. DJs famosos andam pela cidade, itinerantes, em diversos bares, pubs e etcs. São muito diferentes dos shows dos famosos cabarets, tipo Moulin Rouge e Lido, antes considerados picantes, e hoje inocentes até, eu diria, mas que não deixam de atrair pela beleza das mulheres e seus cenários luxuosos, são coisas que os turistas ainda adoram. É uma marca de Paris, eternizada pela procura também eterna de se assistir só ao belo e o alegre. Ou seja, a modernização em todos os sentidos, foi imperativa para mover para frente uma cidade que estava tranqüila no podium, com o troféu principal em suas mãos.
Como sugestão, para quem vai para a balada em Paris, antes de sair de casa, dê uma olhada no: http://spectacles.premiere.fr/pariscope/theatre. Lá tem de tudo, teatro, espetáculos de música e dança, óperas, e... muito mais.Também, no Figaroscope, http://scope.lefigaro.fr/guide/, é possível ver tudo em bares, restaurantes e afins, da melhor qualidade e até um concurso dos melhores club sandwichs da cidade , uma invenção tipicamente francesa!
É fato, de alguma forma, ainda nos sentimos muito atraídos pelo passado desta bela cidade, a forma com que a conservam no presente e, por mais estranho que possa soar isto, digo que eles sabem como receber bem seus muitos, e ecléticos, admiradores! Há alguns bons anos, quando a conheci, o turista era mais sofrido sim, quase maltratado, eu diria, mas o dinheiro que o setor arrecada sempre vence e a França só fez o certo, resolveu assumir com mais humildade sua verdadeira vocação econômica: o turismo, desenvolvido em grande escala.
Adaptou-se, então: treinou seus hospedeiros para tratar com mais doçura seus visitantes, o verbo está correto: ”treinou"! Deu certo. Paris oferece hoje uma diversidade e um conforto inigualável que vem da mistura de raças e credos de turistas do mundo inteiro, o que nos deixa com certa sensação de liberdade para fazer o que quisermos. Neste ponto, penso que há um empate com New York, outra cidade onde nos sentimos em grande liberdade, mesmo sendo um simples turista.
A verdade é que turista erra muito, ficamos perdidos no metrô, quando se aprende direito as linhas e as paradas está no dia de ir embora, nos enganamos de ruas, erramos no vinho..., mas os franceses tem nos aturado bravamente! Deve ser a crise !
Mas, não são falsos os franceses, por vezes mostram claramente seu incomodo de ter a sua própria cidade invadida por estranhos, e isto o ano inteiro, aos milhares! Cerca de 50% da população da cidade não é feita de moradores fixos , mas de visitantes! Cá entre nós..., deve ser “um saco”! Só para subir a torre Eiffel, onde trabalham 280 pessoas, estima-se que sejam 7 milhões de visitantes anuais e, ultimamente, a fila ultrapassa 2 horas nas estações boas do ano. Só perde em público atualmente para a EuroDisney, mas isto é outra história para contar.Porém vejo que eles aprenderam a respeitar os desejos, até absurdos às vezes, de turistas oriundos do mundo todo, com os hábitos muito estranhos ao povo da própria terra.
Paris, portanto, é hoje, e sempre foi na minha pequena opinião, a melhor capital da Europa, no rol de algumas que conheço, e falando em linguagem turística, é claro!
Hoje posso dizer: dá para se sentir em casa em Paris! Ou melhor, quase... porque ainda me falta conseguir falar a língua francesa. Mas, já digo algumas coisas: a toda hora uso com perfeição: au revoir, bom jour, merci, pardon,... e muitas outras! Brinco assim porque prometo, para mim mesma, todas as vezes quando a viagem acaba: vou estudar para aumentar meu repertório, mas depois largo para lá, porque demoro em vir outra vez, infelizmente. O inglês, como segunda língua de ambos, minha e deles , sempre salva.
Só para encerrar, parece que desta vez o meu lugar de ficar, na hospedagem eu digo, tive mais sorte ou acertei melhor na escolha. Motivo principal: no final da minha rua...lá esta ela! Qualquer pequena caminhada... e lá está ela: majestosa, como uma madame bem sucedida na vida. Aliás, mais do que um ponto turistico , ela é um símbolo:... sim, ela mesma, a Eiffel! Este é o principal marco do arrondissement, um dos “bairros” de Paris, em tradução nada literal. Bem, mas vou parar por aqui. O mais fica para uma próxima postagem, pois os leitores podem se cansar muito além do desejável, para um assunto tão ameno. Prometo falar com cuidado, da hospedagem em Paris, para contribuir, animar mesmo, a sua próxima viagem ! Merci, Au revoir !



10 de out. de 2009

Viagens especiais







Hotelicopter : um hotel em um helicóptero!




Interessante!
Sim, é isso mesmo.Um hotel contruido dentro de um helicoptéro!
Agora dá para juntar 18 casais e sair pelo mundo a bordo do Hotelicopter – um gigantesco Mil V-12 soviético totalmente remodelado para oferecer o mesmo conforto de um hotel cinco estrelas. São 18 suítes de casal equipadas com anti-ruído, mini-bar, wireless para acesso a internet, TV flatscreen e todas as amenities dignas de um ótimo serviço. Se você acha que a mordomia pode ficar melhor, que tal saber que ainda é possível obter serviços de baby-sitting, instrutor de yoga, hidromassagem e tratamento termal? O Hotelicopter também tem sala de jogos para distrair os passageiros-hóspedes. Essa opção inusitada de hospedagem deve alçar seu primeiro vôo comercial no próximo verão . O tour inaugural será de 14 dias saindo de Nova York, passando por Bahamas, Jamaica, Republica Dominicana, Miami e voltando a Nova York .
Será que vai pegar? Veremos!